NOSSA PROGRAMAÇÃO SEMANAL

Segunda feira - 09:30 às 16h - Círculo de Oração.

Terça feira - 07h às 9h - Manhã de Consagração
19:30 - Encontro com Novos Convertidos.

Quarta feira - 19:30 - Culto de Doutrina.

Quinta feira - 19:30 - Cultos nos lares

Sexta Feira - 19:30 - Encontro com os Ministérios de Socialização e Integração.

Domingo - 08h - Escola Bíblica Dominical.

Domingo - 18:30 - Culto de Adoração.

Faça-nos uma visita, e seja muito bem vindo!

CONFIRA A AGENDA DO TEMPLO CENTRAL NO FINAL DESTA PAGINA!

Reflexões e Pregações

 Assista e ouça pregações edificantes 
Augustus Nicodemus



Ernades dias






Paul Washer

"mas o JESUS ME COMPROU COM SEU SANGUE!"

NOSSA PREGAÇÃO DEVE EXALTAR A CRISTO





Paul Washer - Alegria em Cristo, não em seu desempenho

Paul Washer - Alegria em Cristo, não no Mundo

Paul Washer - A Doutrina Esquecida  


Jonh Pipier
          
           John Piper -  A Supremacia de Cristo


John Piper -  Lute pela Alegria

                                                           John Piper -  Você Irá Sofre


Você é uma daquelas pessoas que viver o tempo todo reclamando da vida?

Que acha que a vida é dura?

Que encontra-se na pior situação?

assista os videos abaixo e responda se realmente você está com a razão.


e ai sua situação é realmente difícil?

continue assistindo outros videos



Lembre-se reclame menos e agradeça mais, pois você tem sido privilegiado por Deus.

MENSAGENS E REFLEXÕES BÍBLICAS



VASOS DE BARRO QUE CARREGAM O PRECIOSO TESOURO

Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.
 (II Coríntios 4:7)

Escrevendo mais uma vez aos coríntios o apostolo Paulo, abre o seu coração e com profunda emoção, ele revela o seu forte amor pelos coríntios, seu zelo ardente pela gloria de Deus, sua lealdade inflexível a verdade do evangelho e a sua indignação implacável ao confrontar aqueles que rompem o companheirismo da igreja.
Esta carta é a mais biográfica de todas escritas pelo apóstolo em seu conteúdo é narrado as dificuldades enfrentadas no exercício do seu ministério.

No capitulo em que se encontra inserido o versículo, o Apóstolo Paulo continua a carta, trazendo defesa de seu apostolado, considerando a escolha soberana, e a sustentação divina em sua vida. O apóstolo reconhece humildemente que não é o homem simplesmente que escolher servir a Deus, mais é Deus que por sua Graça escolhe e concede a autoridade para o exercício ministerial. Ainda o apóstolo nos faz compreender que é o Senhor quem nos sustenta e capacita-nos com base em sua misericórdia.

Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.
 (II Coríntios 4.7)

Paulo considera que Deus escolheu vasos de barro, para manifestar sua gloria (O conhecimento de Deus face de Jesus Cristo) através destes. Este versículo passa a ser temático para toda a carta, revelando a graça divina, através da utilização (de um material fraco, frágil, e de pequeno valor) o homem a quem Deus escolhe para ser por Ele instrumentalizado, a fim de manifestar o seu poder.

Deus dentro de sua livre e soberana vontade nos escolheu para sermos instrumentos seus nesta geração, portanto devemos ter consciência da representação disto para nossas vidas.

1. Como vaso de barro escolhido por Deus, precisamos nos conscientizar que se trata de um privilegio que deve despertar em nós gratidão por amor.
Relembrando as palavras proferidas por Cristo em João 15.16
“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós”.

Em sua primeira carta aos coríntios no capítulo um, entre os versos 26 à 31, falando sobre a escolha de Deus Paulo discorre o seguinte;
Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor”.

Esta leitura nos traz algumas reflexões importantes em relação à escolha de Deus
a)    Deus não escolhe para si, vasos de barro, pela beleza exterior que estes apresentem. – Podemos assim, dizer que a sua escolha muitas vezes contradiz as expectativas humanas.
b)    Deus não escolhe para si, vasos de barro, pelo alto valor que estes suponham ter.
c)     Em sua escolha Deus não escolhe vasos por sua resistência, qualidade ele prefere vasos fracos, frágeis.
d)   Deus nunca escolhe vasos, a fim de que estes recebam a gloria para si mesmo. – Ao escolher para si o vaso Deus o molda (trabalha sobre ele decora) a ponto de quem passe e olhe diga, verdadeiramente este é um grande artista.

Outro aspecto importante no que se refere à escolha divina. em Romanos capitulo nove entre os versos 11 ao 23 lemos;

V.11-12. Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama),Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor.V.16-23 Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer. Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou,

Nesta leitura aprendemos mais algumas verdades sobre a escolha divina em relação a cada um de nós.
a)    Deus não escolhe vasos de barro com base simplesmente em sua historia de vida.
b)    A escolha dele é livre ninguém nem nada interfere.
c)     O vaso de barro não pode se alto- promover a escolha, não depende do vaso depende do comprador.
d)   O vaso não escolhe, sua finalidade ultima, é o oleiro ou a pessoa que compra que irá escolhe seu fim, sua utilidade.
e)     Nem todos os vasos terão o mesmo privilegio, alguns não terão serventia, utilidade, portanto serão jogados fora.

Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. (II Timóteo 2.20)

Até aqui podemos conhecer sobre o privilegio de ter sido escolhido por Deus entre tantos fomos escolhidos, agraciados, abraçados, trazidos para sua casa com um objetivo predeterminado por Ele. Louvemos a Deus por sua escolha em nossas vidas!

2. Como vaso de barro escolhido por Deus, devemos atentar para nossa função, compreendendo que precisamos nos deter ao fim que ele mesmo designou. 
Voltando ainda para as palavras de Jesus em João 15.16b
... e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.

Deus não nos escolheu por acaso, mas com um fim que ele mesmo já designou em sua consciência, ao compra o vaso de Barro Ele já sabia para que o queria.

Precisamos atentar para a nossa vocação, compreendendo que Deus, deseja utilizasse de nós como instrumentos, que tragam consigo o tesouro precioso capaz de trazer esperança aos desesperançados, vida aos moribundos, alento para os cansados, salvação para os perdidos.
Não podemos deixar de trazer a nossa consciência que recebemos algo precioso da parte de Deus e que é nosso dever proteger zelar, ate a sua vinda.

Você recebeu
ü A oportunidade de fazer parte da família de Deus! Seja agradecido!
ü O titulo de filho de Deus, de propriedade exclusiva! Zele por este titulo!
ü O perdão dos seus pecados e a lavagem purificadora que lhe tornou justo, através do sangue de Cristo! Glorifique a Deus por isso!
ü A presença, e a Habitação do Espírito Santo em sua vida! Engrandeça a Deus por isso!

Não sejamos negligentes, nem vagarosos, lembremos que Deus não aceitará nossas desculpas, pois Ele nos chamou e nos capacitou para o serviço, para uma vida de inteira obediência a ele, para uma vida de santidade e comunhão plena com Ele.
Leia a Parábola dos talentos em Mateus 25
Escrevendo a Timóteo Paulo o exorta dizendo;
Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. (I Timóteo 4 : 14)
O escritor aos hebreus faz a seguinte citação: Hebreus 6.9.12
Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos. Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança; Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.

3. Como vaso de barro escolhido por Deus, devemos atentar que o valor não estar em nós mais naquilo que carregamos conosco. (O conhecimento de Deus face de Jesus Cristo)

Como já havia descrito Deus não escolhe vasos de barro para que estes recebam a gloria para si, mas o propósito é que ele seja glorificado por sua ação na vida dos escolhidos.

Portanto reconheça mais uma vez que é Deus que tem te favorecido, te escolhendo te dando um nome, te dando vida, dando uma família, oportunidades, livramento, condições financeiras de ser prover tuas necessidades, reconheça que é Deus quem tem te dado desenvoltura intelectual, emocional, que tem despertado a tua vontade para buscá-lo, temê-lo, obedecê-lo

Veja o que diz os versículos abaixo;
Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura. (Isaías 42.8)
Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem. (Isaías 48.11)

Conclusão:
       Que o Senhor Deus, em Cristo continue nos abençoando, fazendo-nos compreender e ser agradecidos por tamanha graça que nos e dispensada dia após dia, que sejamos zelosos com o precioso tesouro que carregamos conosco ate a vinda do Senhor, e que possamos entender que toda gloria pertence a Ele!

Os preciosos filhos de Sião, avaliados a puro ouro, como são agora reputados por vasos de barro, obra das mãos do oleiro! (Lamentações 4.2)

Pr. Fabiano Vieira

DIFICULDADES EM ASSUMIR UM COMPROMISSO SERIO.

Lucas 19.1-10

O objetivo desta reflexão não é se apegar a historia de Zaqueu, uma vez que se trata de uma narrativa e bastante conhecida, mas gostaríamos de nos prende as entrelinhas desta historia com propósito de fortalecer o tema que foca a dificuldade que muitos têm em assumir um compromisso com Deus.


No dia a dia iremos encontrar pessoas falando de seu desejo de seguir a Cristo e de servi-lo de uma maneira mais comprometida, porém falta-lhes atitude e por isso não vão adiante. Terminam prometendo, fazendo votos sem, no entanto saírem do lugar. São pessoas fracas no que diz respeito à tomada de uma decisão. Elas dizem querer mais não conseguem ir além por haverem alguns entraves que não as deixam Sair do lugar. tais pessoas são belas em seus discursos em suas promessas, porém que deixam a deseja no que diz respeito a assumir compromissos.

Em se Tratando da palavra compromisso, nos dias atuais não teremos dificuldade de perceber que é algo em crise, basta olha em nosso derredor e veremos o que estar acontecendo. A maioria das pessoas renegam tudo aquilo que constitua-se para ela um compromisso. A desculpa de algumas é “eu já estou cheia de compromisso!”, “eu não tenho tempo para isto!”, “eu só aceito se não for algo que me prenda!”. Daí podemos ver que as relações estão cada vez mais, fragilizadas, os rompimentos se tornam cada vez mais freqüentes. Não são poucas as instituições que tem sofrido com tal comportamento social, organizações como ONGS e Igrejas, são as mais afetadas por necessitarem de um comprometimento sem ônus, ou retribuição financeira em troca do que se faz, e o triste é que mesmo havendo uma retribuição seja escassa o numero de comprometimento com a causa.

O que está havendo com nossa geração? Por que tem aumentado o número de pessoas que não querem nenhum tipo de compromisso?

Retornando ao texto encontramos em seu enredo a questão da escolha, da tomada de decisão, do assumir um compromisso subjetivo e objetivo, de se submeter a Cristo, comportamentos tão importantes e necessários na vida de um homem e de uma mulher de Deus.

Zaqueu era chefe dos publicanos, e era rico.
Publicano era um rendeiro dos impostos do governo romano, alguém nomeado de alta confiança do governo para recolhimento dos impostos.
Historiadores citam que com raras exceções, os publicanos de qualquer categoria eram grandes extorquidores.Luc 3.12-13;19.8

1. A PRIMEIRA ESCOLHA SÉRIA DE ZAQUEU ERA DE APARTA-SE DA DESONESTIDADE.
Não era fácil assumir tal compromisso, pois a habitualidade, o costume de assim fazer, se constituía um obstáculo a ser transposto.

Com passar do tempo e com a repetitividade algumas coisas acabam se tornando naturais a nós, tornando difíceis de mudar. Daí é necessária bastante força de vontade, disposição e compromisso para mudá-las em nossas vidas. Isto que dizer que se o sujeito não se dispõe a mudar algo, por maior e mais definido sejam os esforços para mudá-lo, será vão! O problema não estar no seu mundo exterior e sim no mundo interior.

Para se apartar de algo eu preciso identificá-lo, como algo necessário, pois se isto não ocorrer, eu não terei motivação suficiente para mudança. Mudamos quando nos sentimos incomodados!

A desonestidade teve que incomodar a Zaquel para que ele de fato buscasse mudança. Esta também foi à experiência de Jacó incomodado buscou mudança Gn 32.22-28

Se os nossos pecados e as nossas ações não nos incomodam estaremos cada vez mais distantes de uma mudança. Se não nos incomodamos em viver descompromissados com Deus estaremos cada vez mais distantes de uma vida compromissada. É o que Tiago chama de sentir nossas misérias. (Tg 4.9)

2. A SEGUNDA ESCOLHA SÉRIA DE ZAQUEU ERA DE SE APARTAR DA RIQUEZA.
A riqueza era algo que se tornava uma obsessão para os publicanos eles queriam cada vez mais acumular bens, e dinheiro, ultrapassando os limites normais de suas necessidades humanas.

O dinheiro era venerado a ponto de não haver outra coisa emergente, seu lugar era posto como lugar de destaque, ocupando o primeiro lugar daí outra dificuldade de colocar Deus acima do dinheiro, de compreender que nenhum sucesso na vida compensaria o fracasso espiritual.

Tal comportamento figura a realidade de muitas pessoas que apesar de terem aceitado a Cristo, de estarem fazendo parte de uma igreja e de ocuparem cargos ainda não decidiram abrir mão das coisas que só fazem atrapalhar sua vida espiritual. O cuidado com esta vida é tão intenso que Deus tende a ocupar um lugar secundário em seu viver. (Lc 8.14)

A dificuldade para tais pessoas reside no fato em que elas ainda não aprenderam e não se deram contas da vulnerabilidade de seus caminhos, de suas escolhas, daquilo que elas decidiram se agarrar. Tais pessoas apostam suas esperanças naquilo que de alguma forma lhe oferece chão, e neste sentido julgam melhor é estar com o pé neste suposto pedaço de chão do que dá um pulo no desconhecido.

Escrevendo a Timóteo Paulo lhe faz a seguinte consideração; Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; (I Timóteo 6.17)
Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR! (Jeremias 17.5)

Deus nos chama a decisão, a escolher.
Josué 24: 15 Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.
Mateus 6. 24. Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
A palavra de Jesus a Zaqueu foi; Zaqueu, desce depressa!

Tiago 1.8 diz; O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos.

Precisamos reconhecer a necessidade que temos de tomar a decisão de colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida, observando e obedecendo a sua palavra. Assumamos o compromisso de reconhecê-lo em todas as dimensões de nossas vidas.

3. ATITUDE DE ZAQUEU
Uma ultima coisa que desejo destacar em relação à Zaqueu refere-se a sua atitude ele não ficou apenas no discurso, não apenas imaginou o que deveria ser feito ele agiu.
Como já citamos a pessoas que conseguem discursar ou fazer promessas que são de chamar atenção porem suas ações o reprovam, pois não condiz ao que supostamente desejam, não conseguem ir além.

Pessoas de atitude ocupam um lugar diferenciado na vida, por ousarem por não se acomodarem por estarem sempre procurando serem melhor. Pessoas de atitude não ficam esperando as coisas acontecerem, elas vão à luta e fazem que as coisas aconteçam.

A indecisão atrapalha e constitui um obstáculo no que se refere a nossa relação com Deus, se desejamos de fato agradá-lo precisamos estar firme na decisão que tomamos.

Deus procura pessoas que se decidam, que saiam de cima do murro, que larguem o que pode atrapalhar a comunhão com ele.

Pessoas como Mateus E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na recebedoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu. (Mateus 9.9)

Em resposta a um jovem indeciso; Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos. (Mateus 8: 22)
No dia seguinte quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me. (João 1: 43)

Em outra ocasião Jesus disse: Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. (Lucas 14: 26)

Zaqueu assumiu um compromisso diante de Cristo
(V.8) E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.

Que Deus nos ajude a assumir um compromisso sério diante dos homens e acima de tudo diante dele! 

Pr. Fabiano Vieira

mensagem postada em Janeiro de 2012



O Deus Que Se Revela Aos Homens

A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. (Salmos 19.7)

Sem sobra de duvidas este salmo está entre um dos mais belos salmos, inspirados por Deus e escrito pelo salmista Davi. Cada salmo traz consigo experiências vivenciadas por seus compositores neles encontraram anelos pela presença divina, apresentados em forma de cânticos, confissões e pedidos de perdão, gratidão pela resposta das orações, pelos livramentos, pelas vitorias, pela cura entre outros.

O versículo sete encontra-se inserido em um contexto onde o salmista, faz menção às formas estabelecidas por Deus como meio de revelasse ao homem, assim Davi exalta a Deus por permitir-se conhecer entre os homens. Neste caso o salmista faz menção às duas principais maneiras da manifestação divina.

1- REVELAÇÃO NATURAL
Entre o verso 1-6 Davi fala da revelação natural, segundo o salmista a própria criação já se encarrega de falar sobre quem é Deus, descrevendo detalhes de seu caráter.

A criação por si mesma aponta para um ser sábio, eterno, criador, sustentador ou mantenedor, infinito, poderoso etc.

2 – REVELAÇÃO ESPECIAL
Do verso sete adiante o salmista faz menção a revelação escrituristica, ou a revelação especial, a outra maneira que Deus escolheu para se fazer conhecido entre os homens, através da sua palavra Deus se dar a conhecer ao homem. Nenhuma outra forma, de revelação é tão segura de se conhecer a Deus como por meio do testemunho de sua própria boca (a sua palavra).

Algumas pessoas priorizam o misticismo como meio de se conhecer a Deus, são aquelas que se supõem conhecer a Deus através da experiência, algumas chegam a dizer eu tenho experiência com Deus, mais toda experiência que fuja do crivo da palavra é um pulo no escuro, o que pode garantir a estas pessoas que a experiência delas é de fato experiências com Deus? Por meio destas brechas espíritos de engano acabam entrando em cena se passando pelo espírito do Senhor, e assim acabam enfraquecendo espiritualmente, envergonhado e desmoralizado mulheres e homens que se apartam da palavra de Deus.

Tomemos cuidado com aqueles que afirmam ter experiência com Deus ou conhecer a Deus, mais que vivem ignorando, o conhecimento bíblico, Deus não se relaciona nem têm comunhão com quem não ama a sua palavra.

A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices.

Davi considera a perfeição da palavra divina. Tenho visto fim a toda a perfeição, mas o teu mandamento é amplíssimo. (Salmos 119.96)
A tua palavra é muito pura; portanto, o teu servo a ama. (Salmos 119.140)
As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes. (Salmos 12 : 6)
Porque a palavra do SENHOR é reta, e todas as suas obras são fiéis. (Salmos 33 : 4)

·         Ela fala da verdade. Salmos 119.86,142,151,160; João 17.17
·         Ela não se contradiz. Escrita durante um período de mais de 1500 anos, com aproximadamente 40 autores, que viveram em épocas distintas em culturas diferentes com atividades e níveis intelectuais incomuns foram inspirados pelo Espírito Santo para escrever sem erros e sem contradição, formando um só livro, com uma única mensagem. II Timóteo 3.16, II Pedro 1.21
·         Ela dá sabedoria e entendimento. Salmos 19.7, Salmos 119.130; Provérbios 2.6
·         Ela aperfeiçoa o Salvo. II Timóteo 3.17
·         Ela há de se cumprir. Jeremias 1.12, Mateus 24.35
·         A palavra de Deus é eterna.  Salmos 119.89

Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome. (Salmos 138.2)

Que Deus nos ajude, a cada dia fazendo-nos a cada dia considerar a sua palavra como exclusivo meio de comunhão com Ele.

Pr. Fabiano Vieira

mensagem postada em Dezembro de 2011.


O VALOR DA IGREJA LOCAL PARA O CRISTÃO.

O propósito divino em instituir a igreja vai muito além da questão de termos um lugar para nos reunir, a fim de cantar orar ou prestar culto a Ele, pois poderíamos nos reunir nas casas como acontecerá na era da igreja primitiva onde os crentes se reuniam em casas (residências). Vai muito além da questão da organização hierarquia, que esta ou aquela(IGREJA) pode apresentar, pois em alguns casos parte desta organização se mostra ineficaz, quando não existe a vocação para o oficio desempenhado. Por exemplo; um Pastor que não é Pastor, ou um Diácono que não é Diácono, pouca ou nenhuma diferença fará no meio que supostamente exerce a sua “autoridade” se mostrará ineficaz, pois o oficio deve ser acompanhado pela vocação.

Precisamos atentar bem para O QUE É, e para O QUE NÃO É IGREJA, pois em nossos dias é possível ver uma distorção tanto por parte dos lideres, como dos liderados quanto a esta questão.
O que acontece?

1. Confunde-se Igreja com Templo.
Ai muitos passam a sacramentar o edifício, prédio ou lugar de reunião como se aquele fosse sagrado.
Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: (Atos 7.48; 17.24)

Não é o lugar que é sagrado, mas a reunião que ali se faz. O Culto a Deus trás sua presença até nós, e é esta presença que torna a reunião Santa.
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. (Mateus 18.20)

Portanto o culto a Deus é algo sagrado, que deve ser reverenciado, que merece nossa atenção, pois Deus é a razão do Culto.

2. Confunde-se a organização IGREJA, com a organização DENOMINAÇÃO.
Igreja é uma organização divina, que tem como objetivo glorificar a Deus, através daquilo que o Espírito Santo produz em sua vida.
Denominação é uma organização humana, que pode ou não ter influencia espiritual, e que tem como objetivo administra as formas e governos da igreja local.

Em relação à IGREJA e A DENOMINAÇÃO consideramos que a IGREJA é imperfeita mais um dia será perfeita, Já a DENOMINAÇÃO sempre será imperfeita, quem glorifica a Deus é a IGREJA e não a DENOMINAÇÃO.

Tais verdades não minimizam o valor da DENOMINAÇÃO, pois é através dela que Hoje nos reunimos como IGREJA. Mesmo aquelas que se dizem anti-denominacionais, tornam-se de alguma forma, pois nestas há haver, normas, formas e meios administrativos, dias de reunião, quem pode e quem não pode, pode até não ter placa, mas se tem o que acabamos de citar é uma organização.

O que acontece aqui é que por não saber distinguir quem é quem muitos acabam criticando uma julgando esta atingindo a outra, ou seja, se fala mal da igreja querendo atacar a Denominação.
Ex. a esta igreja é muito, problemática! Pode até ser que seja, mas será a IGREJA ou a DENOMINAÇÃO?
Ex. Minha denominação não permite estes costumes! Pode até ser que seja, mas será a DENOMINAÇÃO ou a IGREJA?

è Em fim o problema que pensamos que seja de ordem da denominação pode ser da IGREJA, ou o problema que julgamos ser da igreja é da DENOMINAÇÃO.

2.1 Idéia comum entre Igreja e Denominação
a. A idéia de Corpo.
A igreja funciona através de seus membros que figuram o corpo humano, a participação de todos é necessária para o bem estar de todos, logo não existe espaço para o individualismo e sim para o coletivo.
Da mesma forma a denominação funciona através de seus membros, que se disponibilizam através da vocação dada por Deus a organizar e administra o funcionamento da igreja local, e a assistência a suas necessidades.

è Vemos aqui que o problema pode não ser de ordem da IGREJA ou da DENOMINAÇÃO, mas pode ser dos MEMBROS que a compõem quando deixam de funcionarem.

IICor 11.26-27  De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.

b. A Influência positiva e negativa por parte de seus membros.
Na IGREJA ou na DENOMINAÇÃO sempre haverá a Influência positiva e negativa por parte de seus membros, de sorte que MEMBROS saudáveis irão transmitir saúde para sua IGREJA e para sua DENOMINAÇÃO, enquanto MEMBROS doentes irão transmitir doença para a IGREJA ou DENOMINAÇÃO a que pertence.

Na verdade nem sempre é fácil distinguir quem ofereça ou não risco a IGREJA ou DENOMINAÇÃO que pertencemos, tem gente que têm cara de saudável, comportamento de saudável, mas é um doente, pois nem sempre podemos diagnosticar o doente com um simples olhar, tem gente que esconde a doença! Carregam consigo um vírus paralisante, mortífero que é transmitido principalmente pela fala.

A proposta bíblica é que ao identificar tais pessoas nos afastemos delas, e isto é muito lógico, pois se alguém oferece algum tipo de risco é colocado em quarentena.

Ex. Às vezes o pendriver é bonito e chamativo aos olhos, mas na verdade ele pode está cheio de vírus, que podem trazer sérios danos ao nosso aparelho. Cabe a cada um de nós termos cautela no tratado com tais pessoas.
Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. (II Timóteo 3.5)

 Fechando a questão a IGREJA é a organização que está sendo aperfeiçoada por Cristo e que será apresentada a Deus, sem defeito. 
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. (Efésios 5 : 27)
A DENOMINAÇÃO é a organização que se esforça para administra a os grupos de crentes que se reúne em Igrejas Locais, sendo limitada e imperfeita em si.

3. Confunde-se igreja como lugar de regeneração e prosperidade material.
Embora o convívio com os demais irmãos possa contribuir neste processo, a igreja não possui tal poder, a regeneração é resultado da união do homem com Deus e não simplesmente com a igreja.

O fato de alguém pertencer a uma IGREJA ou uma Denominação não ira dar a ela(pessoa) a capacidade de regeneração, logo é possível alguém participar ativamente da igreja, chegando a exercer nela cargos sem ser salvo. Porém esta idéia esta presente na mente de muitos, se fulano faz parte de uma igreja é esperado dele ou dela um bom testemunho.

Não é a igreja que regenera o homem, mas Cristo é quem o regenera.
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, (I Pedro 1.3)
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, (Tito 3.5)

Em lugar nenhum encontramos afirmações sobre a igreja como detentora de tal poder.
Logo não são todos que fazem parte da IGREJA que darão bom testemunho.

Igreja lugar de prosperidade material
Diante desta premissa pessoas recorre à igreja como lugar da benção, onde se entra desempregado e sai empregado, entra na posição de empregado e sai na condição de empresário, entra pobre e sai rico, daí vem toda uma opressão na vida de pessoas que não alcançam resultados por achar que tem alguma coisa errada ou que Deus não está com ela.

Neste sentido encontraremos pessoas a supervalorizar certos lugares ou reunião como o lugar do MILAGRE, ou onde este acontece.
Quanto a este sentido vemos Jesus repreender pessoas que assim procediam dizendo; Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou”. (João 6.26-27)

Podemos até ser prósperos através do convívio com a igreja, pois ela pode influenciar no sentido de abrir nosso olhar para algo que não víamos anteriormente, porém precisamos considerar que Deus é e sempre será a causa. Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação. Mas Deus é o Juiz: a um abate, e a outro exalta. (Salmos 75.6-7)

Que Deus Cristo continue nos Abençoando!
Pr. Fabiano


Salmo 23

Elucidação: 1. Este é com certeza o Salmo mais famoso de todos. Crentes e não crentes o conhecem. Está escrito em faixas de carros, pintado em muros (pelo menos o v. 1), citado em inúmeros livros. Este também é um dos textos mais lidos em funerais. Um dos textos mais pregados. Porém, tanta fama, tanta atenção dada a este Salmo, ou a outro texto bíblico, às vezes faz com que as pessoas apenas o decorem e não necessariamente reflita sobre ele.
2. O conceito dominante é o de Deus na qualidade de guia e protetor através das vicissitudes da vida. A sugestiva imagem de um pastor, aplicada ao Senhor recua até os dias da função pastoril dos patriarcas (cfr. a declaração de Jacó em #Gn 48.15) e desde então foi constantemente enriquecida (cfr. #Sl 78.53-54; #Is 40.11; #Ez 34.1-23; #Jo 10.1-18). Um segundo conceito é introduzido no vers. 5-o do Senhor na qualidade de anfitrião de ilimitada benevolência. Essa imagem que apresenta o homem como hóspede surpreso em vista da suntuosidade da festa que lhe foi provida por Deus é, igualmente, uma parte integral de todo o panorama bíblico, tirado do simbolismo de José como provedor de alimento (#Gn 43.34), do milagre da multiplicação dos pães aos cinco mil (#Mt 14.19) e das parábolas da grande ceia (#Lc 14.15-24) e da festa da boda do Noivo (#Mt 22.1-14; #Ap 19.9).


Tema: SENTIMENTOS DA OVELHA PARA SEU PASTOR E ANFITRIÃO


I – SENTIMENTO DE PROTEÇÃO PRIVILEGIOSA, V. 1,4.

Davi dependia completamente do Senhor, como uma ovelha depende de seu pastor. Os dois aspectos são: serenidade, por estar deitado em pastos verdejantes e águas tranqüilas, com a sugestão de bem estar físico; e segurança, pelo adiamento de uma viagem ao longo de veredas retas, com a sugestão de calma pessoal e tranqüilidade mental visto que a ansiedade é impossível quando Seu poderoso cuidado é evidente. O tema se inclina na direção de sossego inocente, e um laço de inexplicável afeição com o pastor.
           Há algo curioso aqui v. 1: Davi escolheu utilizar o nome pessoal de Deus YAHWEH. Ele poderia ter escolhido El Shaddai (Deus Todo-Poderoso), El Elyon (Deus Altíssimo) e El Olam (Deus eterno). Estes e muitos outros títulos estavam à disposição de Davi. Mas Davi escolheu Yahweh. Este nome significa “EU SOU O QUE SOU”, e traz à mente a imutabilidade divina. Como seres humanos que somos, inescapavelmente estaremos sempre mudando, da perspectiva de Deus, em alguns momentos progredindo, em outros regredindo, o SENHOR, porém, em seu SER, em sua pessoa não há sombra de variação. Não muda em sua essência, ou seja, naquilo que Ele é, não muda também em seus propósitos.
           Iaweh é meu pastor, declarou o salmista. Que privilégio saber que meu pastor é aquele que não muda os seus planos para comigo, que é imutável, que é Soberano, que é onisciente, que é onipresente.
           O salmista declara confiante: “Nada me faltará”! Esta não é uma declaração teológica do tipo de uma declaração doutrinária acerca da providência divina, é na realidade uma declaração de fé do salmista de que em Deus aquilo que temos é maior do que aquilo que não temos. Isto é, o sentido é como aquela expressão popular que diz: “quem tem Deus tem tudo, quem não tem Deus não tem nada”.
           E é justamente porque o salmista sabe quem é o Seu pastor que pode dizer confiantemente no v. 4 que não temerá mal algum, ainda que venha a andar pelo vale da sombra da morte.
           Davi conhecia muito bem o trabalho de um pastor. Sua tarefa como pastor era conduzir o rebanho de um pasto para outro a fim de providenciar alimento para as ovelhas. Ele sabia dos perigos que as ovelhas haveriam de enfrentar. Também era seu dever proteger as ovelhas dos perigos (animais ferozes). À procura de verdes pastos, as ovelhas tinham de caminhar sob a liderança do pastor. Nessa caminhada era necessário passar por caminhos pedregosos, subir montanhas e também descer por meio de vales sombrios. A região de Israel era uma região geograficamente acidentada. Havia muitas montanhas e também vales sombrios e escuros. As ovelhas eram animais sensíveis que facilmente se assustavam, principalmente quando passavam por vales escuros. Elas tinham de confiar no pastor que as conduzia.
Todos nós estamos sujeitos a passar por tais vales. Esses vales podem se traduzir em nossas vidas de diversas maneiras: desemprego, problemas de relacionamento familiar, frustração profissional, incompreensão por parte daqueles que lhe rodeiam, a perda de um ente querido, ou seja, todo sofrimento que disse Jesus não estamos isentos de vivenciar: “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33b).
            Ainda que venhamos a passar pelo vale da sombra da morte, não podemos jamais esquecer que o Senhor cuida de nós. O texto diz que o pastor faz uso da vara e do cajado, ambos os instrumentos serviam para cuidar das ovelhas. A vara para guiar pelo caminho correto e o cajado, uma vara com uma curva na extremidade era justamente para tirar a ovelha que viesse a cair em algum buraco.
           Pode ter certeza que o cuidado de Cristo em Sua vida vai além de guiá-lo, se você cair em um buraco ele irá tirar você de lá. Portanto há aqui um sentimento de segurança, mesmo em meio às adversidades.
           Mas, além disso, nos versos 2 e 3 o salmista declara um sentimento de paz, de tranqüilidade.


II – SENTIMENTO DE SER GUIADO A UMA VIDA TRANQUILA, 2-3.

Os versículos falam de tranquilidade, de paz, de serenidade. Sabemos que em muitos momentos não nos sentimos tão tranqüilos, tão em paz, porém, Jesus que é nosso sumo pastor pode sim, em meio a qualquer tribulação que possamos passar nos manter em paz. É por isso que Paulo fala da paz em Cristo como sendo aquela que foge ao entendimento humano e nos aconselha a não vivermos ansiosos: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a Paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”.
           A ovelha sabe que seu pastor a guiará, e isso não será de qualquer forma, não lhe dará qualquer pasto, mas pastos verdejantes, saudáveis. O Bom Pastor se preocupa com o seu rebanho, pois ele não lhe dá qualquer tipo de pastagem. Ele sonda primeiro o pasto e certifica-se de que aquele pasto é apropriado para alimentar a sua ovelha.

· João 10.9 - Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.
           Os pastos verdejantes então remetem ao alimento espiritual, à Palavra. Eu te pergunto: Como você poderá estar bem sem se alimentar espiritualmente, sem comer da pura Palavra de Deus?


III – SENTIMENTO DE RECEPTIVIDADE, DE ACEITAÇÃO, 5.

Estes versículos frisam o cuidadoso discernimento de Davi sobre a generosidade do Senhor na qualidade de anfitrião perfeito. Os dois aspectos são: plenitude - provisão para as suas necessidades e usufruto é completo em todo sentido, e não é obstaculizado por quaisquer antagonistas humanos; e o finalismo - a rica relação com o Senhor é ilimitada. O laço com o anfitrião é de lealdade sem reservas.
           Comumente falamos em as pessoas aceitarem a Cristo em suas vidas, porém, se formos rigorosos na linguagem para não incorrermos em erro teológico o correto seria dizer que em Cristo fomos aceitos pelo Senhor. Como disse, o salmo expressa a ideia de provisão para as necessidades, então não apenas o Senhor nos aceita como sua providência estará presente maravilhosamente em nossas vidas. Não significa ausência de qualquer necessidade em nossa peregrinação, significa antes que nosso anfitrião na vida espiritual estará sempre a nos conceder o que é de melhor para nós. Gosto muito das palavras de Jesus quando diz: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?”, Mt 7.11. Esta sensação de aceitação de poder usufruir das bênçãos divinas deve produzir em nós um coração cheio de gratidão que deve nos levar a uma lealdade constante.
           Mas gostaria ainda de lembrar que o Senhor não é inconstante como nós o somos, suas ações em nossas vidas são perpétuas, ele é fiel, foi e sempre será bom para conosco, foi e sempre será misericordioso em nossas vidas.


IV – SENTIMENTO DE PERPETUIDADE, 6.

O salmista diz que “certamente” que a bondade do Senhor e Sua misericórdia estarão presentes. Ele não dá espaço à dúvida. Que você nunca esqueça que não importa o que venhamos a passar a bondade do Senhor estará presente, ainda que não possamos discerni-la plenamente, pois nossa visão das coisas fica turva no momento do sofrimento, porém depois que tudo passa olhamos para trás e percebemos mais nitidamente como o Senhor operou em nossas vidas.
           As misericórdias do senhor também estarão sempre presentes. Ainda que venhamos a ser castigados o Senhor continuará sendo misericordioso para conosco, pois não nos castiga com todo o peso de sua justiça e nem perpetuamente.
           Se contemplar ao Senhor já é algo indescritível, habitar na Casa do Senhor, ou seja, habitar com Ele, e por longos dias, por tempos infindos, é simplesmente glorioso e inefável. O texto aponta para a eternidade, para a morada eterna com o Senhor. Habitaremos com o Senhor para todo o sempre, por enquanto estamos peregrinando, vivenciando os riscos do mundo tenebroso e muitas vezes as consequências de nossos pecados, porém tudo isso cessará, as ovelhas se encontrarão com Seu Sumo Pastor e estará para toda eternidade em sua presença. Enquanto não chegamos às mansões celestiais que possamos usufruir de Sua presença em nosso dia a dia, e em Sua casa, o local reservado exclusivamente para buscá-lo em adoração.
           Desse modo meus irmãos, gostaria de lhes dizer como forma de aplicação desse maravilhoso Salmo.


Aplicação: 1. Você não é guiado por qualquer um, é guiado por aquele que conhece seu coração, porque é onisciente; é guiado por aquele que tem poder para resolver qualquer situação, porque é onipotente; é guiado por aquele que está presente em todos os momentos, porque é onipresente, e aqui no sentido também existencialmente        que você está vivendo: “Eis que estarei convosco todos os dias”.

2. Cristo te dá paz imensurável. Esta paz não pode ser conquistada por esforços humanos, seja por meio do dinheiro, de uma filosofia de vida ou qualquer outra coisa; esta paz é dom de Deus. É diferente em sua essência. Não é meramente ausência de conflito, é algo que você pode ter mesmo em meio ao conflito, mesmo em meio aos problemas.

3. É maravilhoso sabermos que seja lá o que venhamos a passar em nossas vidas não temos motivo de temer, pois como é dito no Salmo 118.6: “O SENHOR está comigo; não temerei. Que me pode fazer o homem?”.

4. Seja qual for o buraco que você venha a cair, o SENHOR irá tirar você dele!

5. Você é indigno da aceitação divina.
           Zaqueu também era – publicano, corrupto, ganancioso.
           Pedro também o era – embora impetuoso, era covarde, arrogante.
           Jacó também era indigno da aceitação divina – era um trapaceiro, oportunista.
           Todos esses foram aceitos, mas todos esses foram transformados. O SENHOR também te aceita, porém, também irá te transformar.

6. Você tem os dois melhores guardacostas que alguém poderia ter: o nome de um é bondade, o nome do outro é misericórdia.
           O mínimo que você pode fazer para esse Deus tão bondoso e misericordioso é estar em Sua casa todos os dias de sua vida. Sempre que sentir vontade de se afastar do SENHOR lembre-se do quanto ele é bom para você.

7. Lembre-se: mais vale um dia na presença do Senhor do que mil anos no mundo.


Conclusão: Como é maravilhoso sabermos que pertencemos ao Senhor, que o nosso Sumo Pastor estará presente em todos os momentos de nossas vidas, e que nós podemos usufruir da bênção de sermos suas ovelhas.

Pr. Rivaldo Constantin


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